O Reinos

 

    Durante a Antiga Era, o continente de Arkalon foi dividido em dois reinos principais: Beogart, o reino anão do norte, e Isen, o reino élfico do sul. Todo o restante do território era conhecido como as Terras Livres. Após a conquista de Isen, hoje chamado de Lísea, durante a Guerra da Conquista, as fronteiras foram redesenhadas para dar origem a cinco reinos. O principal reino, Verelin, ficou governado diretamente pelo Império. Os outros quatro foram divididos em ducados, que por sua vez foram subdivididos em condados.

    Hoje, Arkalon está repleto de cidades, tribos e vilas. Apesar das fronteiras estarem bem estabelecidas e os conflitos por terras terem se tornado raros, o trânsito de exércitos de diferentes governantes entre elas ainda ocorre e às vezes é capaz de gerar alguns conflitos entre nobres, principalmente entre possuidores de terras vizinhas.

Verelin

    Verelin é a região mais povoada, desenvolvida e comercialmente ativa de Arkalon, afinal ela abraça a capital do império, Aloderan. É repleta de planícies verdes e bosques. Outrora era o reino de Ihriun, onde os homens de Rivara estabeleceram sua nova civilização . Esta parte do continente fica isolada de outras regiões. Há apenas uma forma de se entrar em Verelin por terra: através de um estreito no extremo sul chamado de Portão da Vigília, onde há um grande forte, também chamado de Forte da Vigília. Se não for pelo Portão, apenas o mar concede acesso ao reino. Essa defesa natural do reino foi responsáveis por evitar inúmeras vezes que a região caísse em mãos inimigas no passado. A economia de Verelin baseia-se principalmente no comércio de tecidos, armas e diversas iguarias. Seus cidadãos vestem-se com roupas tão coloridas quanto elegantes. Os homens costumam usar camisas e calças com túnicas longas. As mulheres sempre usam vestidos soltos com aberturas (às vezes ousadas) e ornamentam-se com jóias, inclusive nos cabelos.

Oreand

    É a região mais árida de Arkalon. É considerado o reino mais perigoso do continente por abraçar a cidade criminosa de Faringan e ter seu território dominado por tribos bárbaras. O domínio da lei em Oreand é difícil e, portanto, seus exércitos têm a fama de serem mais rigorosos e agressivos que os do oeste e do sul. Na verdade, a fama dos guerreiros de Oreand, sejam soldados imperais ou não, os precede em qualquer lugar, às vezes de forma positiva, às vezes não. O fato é que as pessoas de outros reinos aprenderam a enxergar os oreanos como selvagens ou, no mínimo, pessoas sem educação ou classe. Apesar do Imperio considerar Oreand como parte de seus domínios, ele é o reino que menos tem representação da coroa, possuindo apenas duas cidades com tropas significativas e leais ao regente: Garnek-Var e sua capital, Orim. Os bárbaros, por sua vez, não aceitam o domínio imperial e não abrem mão de sua cultura para apegar-se à uma ditadura. A desconfiança que eles possuem em relação à magia é um outro agravante para que os arquimagos consigam dominá-los ou ao menos tentar um acordo de paz entre os dois lados. Por conta deste cenário político e do pouco controle que o Império possui sobre Oreand, este reino tornou-se alvo de peregrinações de refugiados e criminosos, dentre os quais destacam-se os magos ilegais.

Oreand não tem uma atividade econômica particular que a caracterize. O fato de só haver duas cidades imperais no reino não permite que isso ocorra. Estas cidades sobrevivem dos impostos cobrados de seus cidadãos e de um comércio morno com os portos de Brubad e Ponte. Os bárbaros por sua vez vivem dentro de um comunismo, onde tudo é dividido para manter suas sociedades. Os cidadãos imperiais da região costumam vestir-se com roupas frescas devido ao clima quente. Os homens usam roupas largas de tecido fino e têm por costume usar turbantes na cabeça, os quais têm a função de destacar a classe social de cada um. Quanto mais claro for o turbante, mais nobre é aquela pessoa. As mulheres usam vestidos grandes e largos e costumam envolver o rosto com panos, pois a cultura patriarcal da região afirma que a beleza da mulher deve ser restrita a seu marido. Os bárbaros vivem exatamente o inverso. Os homens costumam usar calças e sapatos feitos de couro, mas é normal que não cubram a parte superior do corpo, apenas tatuando suas peles ou pintando-as. As mulheres cobrem-se com tangas ou saias e geralmente usam algum pano sobre os seios. A sociedade bárbara valoriza bastante a mulher como responsável pela vida e portanto trata homens e mulheres com igualdade. O que realmente difere uma pessoa para outra é o fato de ser ou não um guerreiro. Apenas os xamãs têm maior status que um guerreiro dentro das sociedades bárbaras oreanas, servindo-os como guias e conselheiros.

Lísea

    Lísea é montanhosa e tida como a região mais bela de Arkalon, repleta de paisagens maravilhosas e raras. Outrora ela foi o reino élfico de Isen e não foi à toa que os elfos escolheram esta região para criarem suas principais cidades e formarem nelas suas moradias. O reino possui várias baías, permitindo um ótimo escoamento marítimo de seu comércio. É rico em minerais e pedras preciosas, fazendo com que seus governantes precisem ser cautelosos com a exploração de seus recursos por estrangeiros e comerciantes ambiciosos. Lísea é o reino mais nobre de todos os cinco e sua arquitetura herdou muitos traços da antiga arquitetura élfica, fazendo com que suas cidades e comunidades apresentem uma aparência bastante distinta das demais. Este reino também é conhecido por gerar grandes pensadores, poetas e filósofos, uma vez que sua cultura valoriza  o conhecimento de forma muito mais ávida que qualquer um de seus vizinhos. Lísea também é muito conhecida por abraçar a maior floresta de todo o continente, Eloryen, a qual serviu no passado como berço e moradia dos extintos elfos selvagens. Sua atual capital é Asvaloth.

A principal atividade comercial de Lísea é a mineração. A exploração das minas do leste do reino é famosa e rende lucros exorbitantes em importação, principalmente para Verelin. Os homens de Lísea costumam vestir-se com túnicas ornamentadas e finas. As mulheres usam vestidos longos de tecidos finos e leves e ornamentam-se de forma mais sutil que as de Verelin. Somando as riquezas à cultura elevada dos liseanos, muitos acreditam que este reino deveria ser o centro do Império, inclusive há um partido político que visa transformar Asvaloth na capital imperial.

Ulohk

    Ulohk é na verdade uma imensa ilha. Ao norte, o clima é frio e úmido. Ao sul, é tropical. Dizem as histórias que esta ilha serviu de moradia para todas as tribos de orcs da Antiga Era que conseguiram escapar da Catástrofe. No início da Era dos Magos, os habitantes de  Ulohk foram compostos em sua maioria por soldados que perderam quase tudo ao invadirem a ilha. Os orcs eram criaturas feitas para a guerra e conquistá-los custou muito ao Império, principalmente em vidas. Isso gerou uma breve rebelião, que logo foi abafada através de um acordo de paz e comércio. Os habitantes de Ulohk insistem em dizer que pertencem a um reino independente, que segue o Império por opção. Enquanto a paz se mantiver e seus cofres estiverem sendo enriquecidos pela ilha, o imperador não tem porquê desmentir isso. Com os anos e a necessidade de desenvolvimento de um comércio essencialmente marítimo, Ulohk tornou-se o reino com o maior desenvolvimento naval, baseando sua cultura nessa atividade. Seus navios mercantes ou de guerra são famosos não apenas por seus números mas também pela sua qualidade. Boa parte da população do reino vive do comércio marítimo ou tem alguma relação com ele. A capital de Ulohk é a cidade-fortaleza de Gandhull.

Os ulokianos possuem uma cultura "semibárbara", como classificam alguns verelinianos. Eles são um povo menos ostentador e mais voltado ao socialismo, apesar de não assumir esta postura política concretamente. Suas roupas não costumam ser finas, pelo contrário, vestem-se usando peles de animais e panos pesados devido ao clima úmido da região. As mulheres vivem em igualdade com os homens no que tange a autonomia e respeito. Assim como os bárbaros, os ulokianos respeitam muito a arte da guerra.

Argarad

    É a região menos explorada e mais remota do continente. Trata-se de uma terra gelada, repleta de picos gigantescos e pouco povoada. Alguns clãs bárbaros aventuraram-se a viver ao sul da região, mas mesmo eles não podem avançar até o extremo norte devido às péssimas condições do clima e aos rumores de que tal lugar é habitado por antigos dragões e outras criaturas de poder quase divino, ainda sobreviventes da Antiga Era. Ninguém se interessa por explorar Argarad ou obter terras em seu território.